quinta-feira, 14 de março de 2019

07/03/2019_ Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos

* Referência(s):

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento: revista e ampliada. 2 ed. Porto Alegre: Penso, 2015.

* Considerações:

"Sempre que se considera o desenvolvimento em uma perspectiva epistemológica, uma multidão de problemas aparece com clareza, com tal evidência que nos surpreendemos com o fato de que ninguém os havia visto antes. (Piaget, 1973/1977, p. 83)"

Existem 3 maneiras de representar a relação ensino aprendizagem escolar entre o professor (docência) e as atividades na sala de aula.

-Pedagogia diretiva é a que mais se vê, principalmente em escolas públicas. O professor fala o  aluno escuta, o professor decide o aluno executa. O professor age assim porque acredita ser o transmissor do conhecimento e o aluno é a tábula rasa, uma folha de papel em branco que nada sabe até ir para a escola e submeter-se à fala do professor até memorizá-lo, não importando se compreendeu ou não. Como um modelo empirista, seria a reprodução do autoritarismo, da morte da crítica, de tudo que configura uma atividade reflexiva, filosófica ou científica, ocorre a morte da pergunta, então cria-se um profissional que não evoluiu, que aprendeu a silenciar, mesmo discordando, renunciou ao direito de pensar.
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-Pedagogia não diretiva é uma prática difícil de detectar, onde o professor é o auxiliar do aluno, um facilitador que deve interferir o mínimo possível, o aluno decide  o que fazer. O professor acredita que o aluno aprende por si mesmo e renuncia o que seria a característica fundamental da ação docente que é a intervenção no processo de aprendizagem do aluno. Este modelo apriorista é visto mais comumente nas escolas particulares onde os alunos vem de casa com uma bagagem enquanto que crianças menos abastadas vem rotuladas ao fracasso e o professor se ausenta do papel de ensinar.

-Pedagogia Relacional ocorre quando o aluno e o professor entram juntos na sala de aula. O professor traz algum material e propõe ao aluno que explorem o tal material problematizando, questionando o que funcionou e o que deu de errado, dessa forma algum conhecimento novo é construído através de reflexão a partir de questões levantadas ou pelos próprios alunos ou pelo professor. Neste modelo construtivista, o docente toma posse da história de conhecimento do aluno, ou seja, ele vem com a aprendizagem da língua materna e é capaz de aprender qualquer coisa, aprender sempre. Segundo Freire "o professor, além de ensinar, aprende, e o aluno, além de aprender, ensina".
       Diante desses modelos, devemos refletir sobre nossa prática docente - a pedagogia diretiva seria o modelo tradicional do ensino aprendizagem onde o professor é o centro do saber, a pedagogia relacional onde o modelo epistemológico crítico do professor e do aluno são ativos no processo de ensino e a pedagogia não diretiva onde o professor se exime do dever de ensinar. Para Becker "Vive-se intensamente o presente a medida que se constrói o futuro, buscando no passado sua fecundação", não podemos nos esquecer do passado, aprendemos com ele, mas precisamos nos atualizar e pensar no aluno como um sujeito único e do sédulo XXI.


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Disponível em: <https://www.gratispng.com/png-asdmd7/>. Acesso em 14 de mar.2019


quinta-feira, 7 de março de 2019

07 de março - Word Cloud














CONHECIMENTO
PROFESSOR
ESCOLA
APRENDIZAGEM
ENSINO
DOCÊNCIA
SALA DE AULA
ALUNO




Disponível em: <http://www.rt3nc.org/edtech/wp/wp-content/uploads/2013/01/article.png>. Acesso em 07 de mar.2019.

O conhecimento epistemológico é transmitido pelo professor nas escolas com o objetivo do ensino- aprendizagem e o aluno dentro da sala de aula  é o sujeito principal e o docente o mediador desse processo.

sexta-feira, 1 de março de 2019

04/03/2019_Yearners e Schoolers

Referência(s):
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Edição revisada. Porto Alegre: Artmed, 2008.

Tecnologia na Educação
                  Disponível em: < https://infopt-br.examtime.com/files/2014/03/tecnologia-e-o-futuro-da-educa%C3%A7%C3%A3o.jpg >. Acesso em: 04 Mar. 2019.

Considerações


Há 40 anos atrás as escolas eram consideradas um local sagrado, o respeito predominava entre os alunos e seus professores, mas também os alunos eram seres passivos, iam para a escola com o objetivo de absorver e armazenar o conhecimento, eram comparados aos caixas bancários, onde eram depositados o conhecimento epistemológico, mas sem o objetivo de pensar e falar criticamente. Os professores eram os mestres, eram rígidos e caso seus alunos não se comportassem, eram punidos com puxões de orelha ou apanhavam com as antigas réguas de madeira. Não sou a favor da violência, mas prezo pelo respeito, pelo caráter, prezo pelos valores que a muito foram perdidos nas escolas. Devido a essa rigidez ou a hierarquia que era respeitada nos educandários, os educandos sabiam fazer uma pesquisa na biblioteca, manusear livros, sabiam cantar o hino nacional e se divertiam jogando vôlei, handebol, brincando de pega-pega e esconde-esconde, iam a escola para aprender a ler e escrever, por que em casa tinham pais que os ensinavam sobre caráter, sobre fé e sobre família. 
Atualmente, as nossas escolas estão na UTI, prédios em situações precárias, poucos estabelecimentos informatizados, professores desvalorizados e sem motivação alguma para ensinar, crianças e jovens que vão à escola porque são obrigados e saem da escola sem saber ler ou escrever direito, as famílias culpam o governo que não dá condições para seus filhos estudarem, mas esquecem que a obrigação é deles, como pais, de educá-los para a vida. As pessoas estão tão acostumadas com o assistencialismo, com o ganhar tudo nas mãos que até suas obrigações deixaram para traz. Mas sejamos realistas, o problema existe e não podemos fechar os olhos,  se a família perdeu essa autoridade, a escola tem essa  função social, temos educadores que mesmo com essas situações contrárias se destacam por sua vontade de ensinar, enxergam além dessas dificuldades, crianças dispostas a aprender e é nesse aluno que o professor deve focar. O professor não deve fechar os olhos diante dessa realidade, as tecnologias estão ocupando cada vez mais espaço nos bancos escolares e os alunos estão sedentos por mudanças, é necessário que as aulas sejam atraentes, que segurem os estudantes na sala de aula.

As tecnologias estão avançando rapidamente e logo alcançarão, em grande escala, a muitos brasileiros, fazendo-se necessário mudanças em relação aos cursos de graduação para professores, porque é preciso saber para ensinar. Computadores, tablets e aulas online serão comuns daqui uma década entre professores e alunos, mas isso tudo não basta se não existir políticas educacionais que comprovem a eficácia desses novos materiais didáticos para melhorar o ensino brasileiro. O professor faz o papel de mediador no processo de aquisição do conhecimento dentro da sala de aula, e mesmo com toda essa informatização continuará presente porque o progresso é necessário, mas a figura humana, o olho no olho e a troca de conhecimento nada vale se não houver alguém para compartilhar. Existem momentos que necessitamos estar online e outros momentos que é necessário estar offline, que existem informações falsas e verdadeiras e é preciso saber diferenciá-las, devemos entender que não vivemos isolados do mundo, que fazemos parte de um mundo conectado e que o que postamos poderá ser lido em todo o mundo.