sexta-feira, 1 de março de 2019

04/03/2019_Yearners e Schoolers

Referência(s):
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Edição revisada. Porto Alegre: Artmed, 2008.

Tecnologia na Educação
                  Disponível em: < https://infopt-br.examtime.com/files/2014/03/tecnologia-e-o-futuro-da-educa%C3%A7%C3%A3o.jpg >. Acesso em: 04 Mar. 2019.

Considerações


Há 40 anos atrás as escolas eram consideradas um local sagrado, o respeito predominava entre os alunos e seus professores, mas também os alunos eram seres passivos, iam para a escola com o objetivo de absorver e armazenar o conhecimento, eram comparados aos caixas bancários, onde eram depositados o conhecimento epistemológico, mas sem o objetivo de pensar e falar criticamente. Os professores eram os mestres, eram rígidos e caso seus alunos não se comportassem, eram punidos com puxões de orelha ou apanhavam com as antigas réguas de madeira. Não sou a favor da violência, mas prezo pelo respeito, pelo caráter, prezo pelos valores que a muito foram perdidos nas escolas. Devido a essa rigidez ou a hierarquia que era respeitada nos educandários, os educandos sabiam fazer uma pesquisa na biblioteca, manusear livros, sabiam cantar o hino nacional e se divertiam jogando vôlei, handebol, brincando de pega-pega e esconde-esconde, iam a escola para aprender a ler e escrever, por que em casa tinham pais que os ensinavam sobre caráter, sobre fé e sobre família. 
Atualmente, as nossas escolas estão na UTI, prédios em situações precárias, poucos estabelecimentos informatizados, professores desvalorizados e sem motivação alguma para ensinar, crianças e jovens que vão à escola porque são obrigados e saem da escola sem saber ler ou escrever direito, as famílias culpam o governo que não dá condições para seus filhos estudarem, mas esquecem que a obrigação é deles, como pais, de educá-los para a vida. As pessoas estão tão acostumadas com o assistencialismo, com o ganhar tudo nas mãos que até suas obrigações deixaram para traz. Mas sejamos realistas, o problema existe e não podemos fechar os olhos,  se a família perdeu essa autoridade, a escola tem essa  função social, temos educadores que mesmo com essas situações contrárias se destacam por sua vontade de ensinar, enxergam além dessas dificuldades, crianças dispostas a aprender e é nesse aluno que o professor deve focar. O professor não deve fechar os olhos diante dessa realidade, as tecnologias estão ocupando cada vez mais espaço nos bancos escolares e os alunos estão sedentos por mudanças, é necessário que as aulas sejam atraentes, que segurem os estudantes na sala de aula.

As tecnologias estão avançando rapidamente e logo alcançarão, em grande escala, a muitos brasileiros, fazendo-se necessário mudanças em relação aos cursos de graduação para professores, porque é preciso saber para ensinar. Computadores, tablets e aulas online serão comuns daqui uma década entre professores e alunos, mas isso tudo não basta se não existir políticas educacionais que comprovem a eficácia desses novos materiais didáticos para melhorar o ensino brasileiro. O professor faz o papel de mediador no processo de aquisição do conhecimento dentro da sala de aula, e mesmo com toda essa informatização continuará presente porque o progresso é necessário, mas a figura humana, o olho no olho e a troca de conhecimento nada vale se não houver alguém para compartilhar. Existem momentos que necessitamos estar online e outros momentos que é necessário estar offline, que existem informações falsas e verdadeiras e é preciso saber diferenciá-las, devemos entender que não vivemos isolados do mundo, que fazemos parte de um mundo conectado e que o que postamos poderá ser lido em todo o mundo.




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