* Referência(s):
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Edição revisada. Porto Alegre: Artmed, 2008.
Disponível em: < https://infopt-br.examtime.com/files/2014/03/tecnologia-e-o-futuro-da-educa%C3%A7%C3%A3o.jpg >. Acesso em: 04 Mar. 2019.
* Considerações
Há 40 anos atrás as escolas eram consideradas um local
sagrado, o respeito predominava entre os alunos e seus professores, mas também
os alunos eram seres passivos, iam para a escola com o objetivo de
absorver e armazenar o conhecimento, eram comparados aos caixas bancários, onde eram depositados o conhecimento epistemológico, mas sem o objetivo de pensar e falar criticamente. Os professores eram os mestres, eram rígidos
e caso seus alunos não se comportassem, eram punidos com puxões de orelha ou apanhavam com as antigas réguas de madeira. Não sou a favor da violência, mas prezo pelo respeito, pelo caráter, prezo pelos valores que a muito foram perdidos nas escolas. Devido a essa rigidez ou a hierarquia que era respeitada nos educandários, os educandos sabiam fazer
uma pesquisa na biblioteca, manusear livros, sabiam cantar o hino nacional e se divertiam jogando vôlei, handebol, brincando de pega-pega e esconde-esconde, iam a escola
para aprender a ler e escrever, por que em casa tinham pais que os ensinavam
sobre caráter, sobre fé e sobre família.
Atualmente, as
nossas escolas estão na UTI, prédios em situações precárias, poucos
estabelecimentos informatizados, professores desvalorizados e sem motivação
alguma para ensinar, crianças e jovens que vão à escola porque são obrigados e saem da
escola sem saber ler ou escrever direito, as famílias culpam o governo que não
dá condições para seus filhos estudarem, mas esquecem que a obrigação é deles,
como pais, de educá-los para a vida. As pessoas estão tão acostumadas com o
assistencialismo, com o ganhar tudo nas mãos que até suas obrigações deixaram
para traz. Mas sejamos realistas, o problema existe e não podemos
fechar os olhos, se a família perdeu essa autoridade, a escola tem essa função social,
temos educadores que mesmo com essas situações contrárias se destacam por sua vontade
de ensinar, enxergam além dessas dificuldades, crianças dispostas a
aprender e é nesse aluno que o professor deve focar. O professor não deve fechar os olhos diante dessa realidade, as tecnologias estão ocupando cada vez mais espaço nos bancos escolares e os alunos estão sedentos por mudanças, é necessário que as aulas sejam atraentes, que segurem os estudantes na sala de aula.
As tecnologias estão avançando rapidamente e logo alcançarão, em grande
escala, a muitos brasileiros, fazendo-se necessário mudanças em relação aos
cursos de graduação para professores, porque é preciso saber para ensinar.
Computadores, tablets e aulas online serão comuns daqui uma década entre
professores e alunos, mas isso tudo não basta se não existir políticas
educacionais que comprovem a eficácia desses novos materiais didáticos para
melhorar o ensino brasileiro. O professor faz o papel de mediador no
processo de aquisição do conhecimento dentro da sala de aula, e mesmo com toda
essa informatização continuará presente porque o progresso é necessário, mas a
figura humana, o olho no olho e a troca de conhecimento nada vale se não houver
alguém para compartilhar. Existem momentos que necessitamos estar online e
outros momentos que é necessário estar offline, que existem informações falsas
e verdadeiras e é preciso saber diferenciá-las, devemos entender que não
vivemos isolados do mundo, que fazemos parte de um mundo conectado e que o que
postamos poderá ser lido em todo o mundo.

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