sexta-feira, 12 de abril de 2019
quinta-feira, 11 de abril de 2019
quinta-feira, 4 de abril de 2019
Letramento na cibercultura
Novas práticas de leitura e escrita:
Letramento na cibercultura

Disponível em: <https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjgtzVSBWdFAC2N610Oz6mpsyu7eBKYdzwQslmko_mkSf9DgNzPAyIfKKhalS1lfT_2iYDe-_4vX7SYvO9m79RImU_ROCA_zxHrKRk-JhiM79H_cuogykVpaQ1xJXc19FdRGbSS7C0rtcc/s1600/redes-sociais.jpg>. Acesso em 04 abr. 2019.
Este artigo de Magda Soares, professora titular emérita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, busca uma melhor compreensão do conceito de letramento, confrontando as tecnologias tipográficas e as tecnologias digitais de leitura e escrita. Saber ler e produzir textos explorando as linguagens digitais faz parte das competências dos digitalmente letrados e costumam ser cada vez mais precoces. Essas práticas sociais de leitura e produção de textos em ambientes digitais adquirem múltiplas vias num novo texto, que não se abrem mais em páginas, mas em dimensões superpostas que se interpenetram e que compõe e recompõem cada leitura sendo chamado de hipertexto e vem legitimar o registro por associação em rede. Sendo assim, letramento é o estado resultante de letrar e na cibercultura é aplicado ao domínio das tecnologias digitais, mais precisamente a apropriação que um sujeito faz das ferramentas de comunicação disponibilizadas graças aos diversos recursos tecnológicos da escrita, sugere que se pluralize a palavra ou condição de quem as utiliza chamando-o de letramentos.
quinta-feira, 28 de março de 2019
quinta-feira, 14 de março de 2019
07/03/2019_ Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos
* Referência(s):
BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento: revista e ampliada. 2 ed. Porto Alegre: Penso, 2015.
* Considerações:
"Sempre que se considera o desenvolvimento em uma perspectiva epistemológica, uma multidão de problemas aparece com clareza, com tal evidência que nos surpreendemos com o fato de que ninguém os havia visto antes. (Piaget, 1973/1977, p. 83)"
Existem 3 maneiras de representar a relação ensino aprendizagem escolar entre o professor (docência) e as atividades na sala de aula.
-Pedagogia diretiva é a que mais se vê, principalmente em escolas públicas. O professor fala o aluno escuta, o professor decide o aluno executa. O professor age assim porque acredita ser o transmissor do conhecimento e o aluno é a tábula rasa, uma folha de papel em branco que nada sabe até ir para a escola e submeter-se à fala do professor até memorizá-lo, não importando se compreendeu ou não. Como um modelo empirista, seria a reprodução do autoritarismo, da morte da crítica, de tudo que configura uma atividade reflexiva, filosófica ou científica, ocorre a morte da pergunta, então cria-se um profissional que não evoluiu, que aprendeu a silenciar, mesmo discordando, renunciou ao direito de pensar.


Disponível em:<https://pt.pngtree.com/freepng/cartoon-elementary-school_3235266.html>. Acesso em 14 de mar.2019.
-Pedagogia não diretiva é uma prática difícil de detectar, onde o professor é o auxiliar do aluno, um facilitador que deve interferir o mínimo possível, o aluno decide o que fazer. O professor acredita que o aluno aprende por si mesmo e renuncia o que seria a característica fundamental da ação docente que é a intervenção no processo de aprendizagem do aluno. Este modelo apriorista é visto mais comumente nas escolas particulares onde os alunos vem de casa com uma bagagem enquanto que crianças menos abastadas vem rotuladas ao fracasso e o professor se ausenta do papel de ensinar.
-Pedagogia Relacional ocorre quando o aluno e o professor entram juntos na sala de aula. O professor traz algum material e propõe ao aluno que explorem o tal material problematizando, questionando o que funcionou e o que deu de errado, dessa forma algum conhecimento novo é construído através de reflexão a partir de questões levantadas ou pelos próprios alunos ou pelo professor. Neste modelo construtivista, o docente toma posse da história de conhecimento do aluno, ou seja, ele vem com a aprendizagem da língua materna e é capaz de aprender qualquer coisa, aprender sempre. Segundo Freire "o professor, além de ensinar, aprende, e o aluno, além de aprender, ensina".
Diante desses modelos, devemos refletir sobre nossa prática docente - a pedagogia diretiva seria o modelo tradicional do ensino aprendizagem onde o professor é o centro do saber, a pedagogia relacional onde o modelo epistemológico crítico do professor e do aluno são ativos no processo de ensino e a pedagogia não diretiva onde o professor se exime do dever de ensinar. Para Becker "Vive-se intensamente o presente a medida que se constrói o futuro, buscando no passado sua fecundação", não podemos nos esquecer do passado, aprendemos com ele, mas precisamos nos atualizar e pensar no aluno como um sujeito único e do sédulo XXI.

quinta-feira, 7 de março de 2019
07 de março - Word Cloud

CONHECIMENTO
PROFESSOR
ESCOLA
APRENDIZAGEM
ENSINO
DOCÊNCIA
SALA DE AULA
ALUNO
Disponível em: <http://www.rt3nc.org/edtech/wp/wp-content/uploads/2013/01/article.png>. Acesso em 07 de mar.2019.
O conhecimento epistemológico é transmitido pelo professor nas escolas com o objetivo do ensino- aprendizagem e o aluno dentro da sala de aula é o sujeito principal e o docente o mediador desse processo.
sexta-feira, 1 de março de 2019
04/03/2019_Yearners e Schoolers
* Referência(s):
PAPERT, Seymour. A máquina das crianças: repensando a escola na era da informática. Edição revisada. Porto Alegre: Artmed, 2008.
Disponível em: < https://infopt-br.examtime.com/files/2014/03/tecnologia-e-o-futuro-da-educa%C3%A7%C3%A3o.jpg >. Acesso em: 04 Mar. 2019.
* Considerações
Há 40 anos atrás as escolas eram consideradas um local
sagrado, o respeito predominava entre os alunos e seus professores, mas também
os alunos eram seres passivos, iam para a escola com o objetivo de
absorver e armazenar o conhecimento, eram comparados aos caixas bancários, onde eram depositados o conhecimento epistemológico, mas sem o objetivo de pensar e falar criticamente. Os professores eram os mestres, eram rígidos
e caso seus alunos não se comportassem, eram punidos com puxões de orelha ou apanhavam com as antigas réguas de madeira. Não sou a favor da violência, mas prezo pelo respeito, pelo caráter, prezo pelos valores que a muito foram perdidos nas escolas. Devido a essa rigidez ou a hierarquia que era respeitada nos educandários, os educandos sabiam fazer
uma pesquisa na biblioteca, manusear livros, sabiam cantar o hino nacional e se divertiam jogando vôlei, handebol, brincando de pega-pega e esconde-esconde, iam a escola
para aprender a ler e escrever, por que em casa tinham pais que os ensinavam
sobre caráter, sobre fé e sobre família.
Atualmente, as
nossas escolas estão na UTI, prédios em situações precárias, poucos
estabelecimentos informatizados, professores desvalorizados e sem motivação
alguma para ensinar, crianças e jovens que vão à escola porque são obrigados e saem da
escola sem saber ler ou escrever direito, as famílias culpam o governo que não
dá condições para seus filhos estudarem, mas esquecem que a obrigação é deles,
como pais, de educá-los para a vida. As pessoas estão tão acostumadas com o
assistencialismo, com o ganhar tudo nas mãos que até suas obrigações deixaram
para traz. Mas sejamos realistas, o problema existe e não podemos
fechar os olhos, se a família perdeu essa autoridade, a escola tem essa função social,
temos educadores que mesmo com essas situações contrárias se destacam por sua vontade
de ensinar, enxergam além dessas dificuldades, crianças dispostas a
aprender e é nesse aluno que o professor deve focar. O professor não deve fechar os olhos diante dessa realidade, as tecnologias estão ocupando cada vez mais espaço nos bancos escolares e os alunos estão sedentos por mudanças, é necessário que as aulas sejam atraentes, que segurem os estudantes na sala de aula.
As tecnologias estão avançando rapidamente e logo alcançarão, em grande
escala, a muitos brasileiros, fazendo-se necessário mudanças em relação aos
cursos de graduação para professores, porque é preciso saber para ensinar.
Computadores, tablets e aulas online serão comuns daqui uma década entre
professores e alunos, mas isso tudo não basta se não existir políticas
educacionais que comprovem a eficácia desses novos materiais didáticos para
melhorar o ensino brasileiro. O professor faz o papel de mediador no
processo de aquisição do conhecimento dentro da sala de aula, e mesmo com toda
essa informatização continuará presente porque o progresso é necessário, mas a
figura humana, o olho no olho e a troca de conhecimento nada vale se não houver
alguém para compartilhar. Existem momentos que necessitamos estar online e
outros momentos que é necessário estar offline, que existem informações falsas
e verdadeiras e é preciso saber diferenciá-las, devemos entender que não
vivemos isolados do mundo, que fazemos parte de um mundo conectado e que o que
postamos poderá ser lido em todo o mundo.
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